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Os álbuns do ano no Rap do Brasil e no Mundo

  • Foto do escritor: Matheus Carvalho
    Matheus Carvalho
  • 9 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura
BK' lançou o aclamado Diamante, lágrimas e Rostos para Esquecer
BK' lançou o aclamado Diamante, lágrimas e Rostos para Esquecer

Com a aproximação do fim de 2025, é natural que a pergunta sobre as melhores produções e álbuns no rap do Brasil e do Mundo, surja. Como em qualquer nicho, as discussões sobre o impacto dessas construções, são normais. Mas afinal, o que pensam as pessoas sobre o tema? Qual álbum mais agrada em termos nacionais? O que mais encantou na cena gringa?


O Rimas & Ruas conversou com algumas pessoas que não apenas são fãs, mas que vivem toda a cena do rap para fazer essa pergunta.


Diamante, Lágrimas e Rostos para Esquecer de BK' é o destaque nacional


Para a maioria dos entrevistados, o álbum Diamante, Lágrimas e Rostos para Esquecer do rapper BK' foi o melhor álbum do ano.


A produção que fornece reflexões sobre a ancestralidade, sobrevivência e a busca por um futuro melhor, conta com 16 faixas e diversas participações especiais. Este, aliás, foi o primeiro álbum do lendário nome da cena nacional, desde ÍCARUS em 2023.


Lucas Carvalho cita a presença de uma temática diferente, mas que ainda assim mantém a essência de BK', seu artista favorito.


"O do BK' é inigualável, meu favorito. Eu posso ser um pouco clubista porque ele é o meu cantor favorito, mas acho que DLRE trouxe muitas referências, participações especiais como a do Djavan. Ao mesmo tempo em que possui um ritmo diferente, mantém a essência do BK'. Enfim, para mim é o melhor álbum do ano", afirmou.


Cayo Vinícius também cita a questão de um ritmo diferente, além da profundidade das 16 faixas presentes.


"Você tem uma junção de artistas novos e alguns samples de MPB que me atraem muito. Fora as letras profundas e as ótimas produções, que já são uma marca do BK' em geral. Para mim, Diamante, Lágrimas e Rostos para Esquecer é o melhor".


Magda Guimarães também escolhe o álbum de BK: "Uma obra prima".


O álbum que alcançou mais de 100 milhões de plays no Spotify em pouco mais de um mês do lançamento, tem várias faixas que já se tornaram clássicas, como "Só Quero Ver, part.Evinha", "Da Madrugada, part. Fat Family", "Te Devo Nada, part. FYE", "Real, part. Maui", e "Só Eu Sei", part. Djavan".


Serena e Vênus de Tasha & Tracie também é muito lembrado


Serena e Vênus, lançado em 25 de Setembro, também é um dos grandes destaques do ano no Rap Nacional. Este foi o primeiro álbum de estúdio completo das gêmeas, contendo 21 faixas e grandes destaques, como "Amina", "Karisma", "Simpatia", "A milhão" e "Top Shottas".


O disco conta a história ficcional de uma mulher que entra no mundo do crime, se apaixona, é presa e enfrenta o abandono dentro do sistema carcerário. Longe de um certo romantismo visto em outras obras sobre a figura masculina encarcerada, a mulher retratada é esquecida, abandonada e até silenciada.


Cayo Vinícius até escolheu o álbum de BK, mas faz questão de citar não só a referência do trabalho feito pelas gêmeas, mas também a representatividade presente em todas as produções de Tasha & Tracie.


"Serena e Vênus é um álbum absurdo também. Elas ficaram um tempo sem fazer lançamentos e esse projeto tem tudo o que mais se gosta no trabalho delas. Afinal, são rimas fortes, ótimas letras. Acho que o mais importante é a identidade. Os trabalhos delas sempre deixam claro a cultura ao qual nós pertencemos como movimento", ressalta Cayo.


Isabella de Abreu, por outro lado, foi uma das pessoas ouvidas que escolheu o álbum das gêmeas. Ela ressaltou, sobretudo, a referência que as gêmeas representam na cena, para o público feminino como um todo e na moda.


Veigh também é lembrado com Eu Venci o Mundo


O segundo álbum de estúdio do rapper Veigh, Eu Venci o Mundo, foi lançado em Agosto de 2025 e também foi lembrado por uma entrevistada do Rimas & Ruas como o melhor do ano. Com 16 faixas completas, a produção foi um dos destaques do ano, incluindo as músicas "Mônaco Freestyle", "Talvez Você Precise de Mim", "Taylor" e "Artista Genérico".


O álbum mescla letras sobre fé, fama, amor, ambição e superação, ressaltando o momento atual da carreira de Veigh. As faixas transitam entre o trap melódico e o R&B contemporâneo, reforçando o estilo singular do artista.


Jullia Marques citou seu gosto pelas músicas do artista, e contou o quão reflexivo foi o álbum para ela, pensando em suas próprias experiências.


"Gostei mais do Veigh. Não que os outros dois não sejam incríveis também, mas em questão de gosto, curti mais o dele. Eu já estava na expectativa desse lançamento depois de "Dos Prédios". Mais uma vez, ele traz um álbum que casa com muitas das minhas experiências pessoais. Então não tem como não ser Eu Venci o Mundo, do meu ponto de vista pessoal", explica Jullia.


Outros álbuns também lembrados, mas não escolhidos como o melhor foram: Caro Vapor II - Don L; Assaltos e Batidas - FBC, Aruanda - Senndy, Caos DLX - Alee.


Cena Internacional


Entre os entrevistados do Rimas & Ruas, nenhum álbum internacional foi tão lembrado quanto God Does Like Ugly do rapper JID. Foi o quarto álbum de estúdio do artista, com 15 faixas e grandes participações como por exemplo, Don Tolliver, Vince Staples, Westside Gunn, Clipse e outros.


Também muito lembrado, o álbum Let God Sort Em Out de Clipse, também foi bastante elogiado. Os dois citados foram os mais citados nas entrevistas.


Além disso, há uma lista de alguns outros álbuns que também foram lembrados:


The Boy Who Played The Harp - Dave

Alfredo 2 - Freddie Gibbs & The Alchemist

Can't Rush Greatness - Central Cee

I Am Music - Playboi Carti

Reinsertado 2.0 - Morad


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