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Histórias do hip-hop: Djonga, o menino que queria ser Deus.

  • Foto do escritor: Matheus Carvalho
    Matheus Carvalho
  • 6 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de nov. de 2025


Gustavo Pereira Marques, conhecido pelo nome artístico Djonga, é uma das maiores vozes no cenário atual do rap. Com letras marcadas por críticas sociais e orgulho racial, o artista se tornou símbolo de resistência e representatividade para milhares de pessoas negras. Então, confira a origem e discografia de um dos artistas de maior sucesso nacional atualmente e em todos os tempos.


Origem


Djonga nasceu na Favela do Índio e foi criado nos bairros de São Lucas e Santa Efigênia, na Zona Leste de Belo Horizonte. O laço do cantor com as suas raízes é enorme. Sua avó Maria Eni Viana, foi uma grande referência na vida pessoal do mineiro.


Na infância, Djonga teve uma grande influência familiar no gosto musical. Apesar da preferência pelo rap, ele ouvia diversos artistas e estilos. Como por exemplo, o samba, o funk e o MPB. Milton Nascimento, Renato Russo e os Racionais MC's, são algumas das referências musicais incorporadas nas letras do artista.


Desde muito jovem, o rapper demonstrava interesse por literatura e pela escritas. Essas paixões seriam vistas com grande profundidade na carreira que ele construiria.


O artista é criador do grupo DV Tribo (2015). O grupo é composto por outras vozes mineiras e que mudou a cena do rap após a realização de uma cypher com o selo Pirâmide Perdida. Foi quando sua notoriedade passou a chegar com mais força. Afinal, ele participava não só de batalhas de rima, mas também de saraus de poesia.


Discografia


No final de 2016, Djonga participou de "Poetas no Topo 1" da Pinneaple Storm TV. A música reuniu artistas de destaque na época, como BK', Sant e JXNVS. No ano seguinte, também com a Pinneaple, o cantor lançou "Olho de Tigre". O single é um dos maiores marcos da historia do rap racional.


Em 13 de março de 2017, o cantor lançou o seu primeiro álbum, Heresia. Com 10 músicas, Djonga trouxe fortes reflexões sobre a sociedade e enfatizou o poder do povo preto. A faixa "O Mundo é Nosso", com o Artista BK', é até hoje usada como uma expressão de força e resistência para a cultura. É aqui também que seu sucesso explode. Ele rompe as barreiras do undeground e se projeta nacionalmente como a voz importante que é na cena nacional.


No mesmo dia, mas em 2018, lança "O Menino Que Queria Ser Deus". O álbum aborda a carreira e vida pessoal de Djonga. Além disso, ressalta as questões sociais/raciais com uma lírica afiada. Também com 10 faixas, o álbum foi eleito pela Rolling Stones Brasil como o 6° melhor disco brasileiro daquele ano. Assim, marcando uma legião de fãs que popularizaram ainda mais os versos de Gustavo.


No ano de 2022, o cantor criou o selo "A Quadrilha". Além da produção musical, o projeto visa promover a arte como um meio de transformação social e já lançou músicas com artistas como Marina Sena e Marcelo Tofani. "A Quadrilha" possui também uma loja virtual com produtos que incorporam mensagens de empoderamento e luta contra o racismo.


Aos 31 anos, Djonga conta com 7 álbuns e milhares de fãs espalhados mundo à fora. O artista é uma voz que ecoa as dores, esperanças e conquistas do povo preto. Sua arte inspira novas gerações e mantém viva a essência do rap como expressão e resistência.


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